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Itens filtrados por data: Junho 2015 - João Capiberibe
Quinta, 09 Julho 2015 11:15

Vamos circular!

*João Capiberibe

Bom dia! Com licença! Veja o que lhe mandou o senador Cristovam Buarque. Fabihana me entregou um canudo de papel, peguei de suas mãos, e, curiosamente ao ir desenrolando, deparo-me com uma charge do Angeli. Olhei a data, não havia. Atentei-me às figuras caricatas, de um lado, um militar corpulento brandindo um cassetete, no alto à esquerda, um fac-símile como se dizia na época ou  print na linguagem de hoje, com a manchete:

“Exilada poderá circular por todo o país”

Brasilia (sucursal) – Ao ser ouvida informalmente, no Dops de Brasília, a exilada Janete Góes Capiberibe recebeu garantias do diretor regional daquele órgão, Paulo de tal, que poderia circular livremente pelo território nacional...

Triste lembrança! Felizmente sumida na curva do tempo! Mas naquela terça-feira de agosto, de um ano insólito, os traços de Angeli, deixaram-me a flor da pele. Ano em que nossa  seleção  tomou de sete a um da Alemanha e uma tragédia retirou da cena política o promissor líder socialista Eduardo Campos. Acrescente-se, às vésperas  de eleições gerais no país com crise na porta. Aquele remexida no baú do tempo me deixou atônito, as visagens do passado invadiram meu gabinete de senador da República.

Passei alguns minutos observando a  charge, pensando naqueles dias sombrios, perdidos nos labirintos da memória, parcialmente soterrados pela democracia. Tempo incerto, em que uma mulher acompanhada de três filhos pequenos, imaginando uma coisa na partida, depara-se com o inusitado na chegada. Sequestrada com três crianças ao descer do avião no aeroporto do Galeão no Rio de Janeiro, vinda de Joanesburgo, vinte e quatro horas depois reaparece em Brasília sendo ouvida “informalmente” pelo DOPS ou Departamento de Ordem Política e Social ou ainda, a polícia política do regime.

Fabihana, minha secretária, retorna ao gabinete, dessa vez sem pedir licença, traz-me de volta ao mundo do agora, anuncia-me Cristovam na linha. Ainda sob impacto da revelação lhe agradeci comovido. Perguntei-lhe como havia descoberto aquela reminiscência, e se saberia me dizer o nome do jornal e a data da publicação. Não, sua assessoria não lhe havia dado mais detalhes. Comentou sobre o drama e a coragem de Janete ao enfrentar a tormenta, queria saber mais sobre aquele episódio que Angeli fizera emergir dos anos de chumbo. Ficamos alguns minutos conversando sobre as incertezas da vida cotidiana fora da democracia, mas de repente caímos na real e no presente. Passados tantos anos, e com tantas leis assegurando direitos,  as violações  continuam, atingindo principalmente e brutalmente, os que vivem apartados, os que não frequentam os magníficos templos de consumo: os shopping centers, instalados aqui e acolá, nos grandes desertos urbanos. 

Em algum momento falei da Favela da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, com a cabeça no céu e os pés no asfalto, onde se aglomeram mais de cem mil almas. Cristovam lembrou de Amarildo, seis filhos, ajudante de pedreiro, nascido e criado por ali, conhecido e reconhecido pela vizinhança como gente boa. Amarildo estava em sua casa no alto do morro, curtia o domingão na companhia dos filhos e da mulher, confundido com traficante foi arrancado da família, preso por policiais militares,  levado em direção à sede da Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha, poucas horas depois, desaparece. Isso mesmo! Sumiu pelas mãos dos homens da lei, que tinham obrigação de protegê-lo, mas que o mataram, e desapareceram com seu corpo. 

Muito tempo antes desse fatídico  14 de julho de 2013, em que Amarildo foi sequestrado e desaparecido, Rubens Paiva, cinco filhos, engenheiro civil, empresário e deputado federal, morador do Leblon na zona sul carioca, teve seu dia trágico. Aconteceu na quarta-feira,  20 de janeiro de 1971, feriado consagrado a São Sebastião, patrono da cidade do  Rio de Janeiro. Ele acabara de retornar da praia, os filhos menores ainda dormiam, ele conversava no quarto com Eunice, sua mulher, quando ouviu alguém bater, adiantou-se para abrir , deparou-se com os olhos esbugalhados de uma das empregadas da casa que lhe disse: - tem umas visitas querendo falar com o senhor. Quando entrou na sala, quatro metralhadoras apontavam em sua direção: mãos para cima! esteja preso! Sem se identificarem e sem apresentarem mandado de prisão, os homens das metralhadoras o levaram, e até hoje, do seu corpo não se tem notícias.

Cenas de ontem e de hoje, quanta semelhança! Isso me faz pensar que os seqüestradores de  hoje se inspiram nos exemplos do passado. Ora! Dirão eles! Se os que antigamente prenderam, torturaram, mataram e sumiram com o corpo de gente importante como deputado, padre, artista, jornalista, professor, estudante etc, e nada lhes aconteceu de ruim, pelo contrário, gordos e rosados curtiram o bem bom da vida. E pasmem! Até bem pouco, eram saudados como heróis. Logo, matar e sumir com o corpo negro de um anônimo ajudante de pedreiro, morador da periferia, é o de menos. Não pega nada! Podes crer! Diriam os assassinos de Amarildo. 

Cristovam concluiu lembrando que, diferentemente de outros países da América Latina que na transição democrática fizeram acerto histórico com suas ditaduras levando seus torturadores aos bancos dos réus, no Brasil esse tipo de gente ficou impune e  protegida , e suas práticas criminosas fizeram escola,  atravessando o tempo, chegando aos nossos dias.
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Quarta, 08 Julho 2015 16:53

Transparência Municipal

Senador Capiberibe e o vereador da Câmara Municipal de Ibiraçú (ES), José Luiz Torres Teixeira. O vereador em conversa com Capi, em Brasília, destacou sua experiência na transparência dos gastos públicos na esfera municipal, a exemplo do que trata da Lei Complementar nº 131 de 2009, também conhecida com Lei da Transparência.

 

 

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Em discurso, nesta segunda-feira (6), o senador João Capiberibe (PSB-AP) saudou o reconhecimento e a expansão da Lei da Transparência no seio da sociedade civil e de entidades internacionais. - Tínhamos certeza que nossa governança um dia seria reconhecida, disse.Capiberibe citou, ainda, a sua satisfação por ver o Programa de Desenvolvimento Sustentável do Amapá (PDSA) trazido para o presente e o mundo pela encíclica 'Laudato Si', do Papa Francisco. Tínhamos certeza que nossa governança um dia seria reconhecida, disse Capiberibe.

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Denúncias veiculadas na mídia remetem a irregularidades no processo de licitação entre a CEA e a empresa Elinsa

O senador João Capiberibe (PSB/AP) atento à matéria publicada no Jornal do Dia, edição de 9 de junho de 2015, que traz a público denúncia de irregularidades praticadas pela Companhia de Eletricidades do Amapá (CEA) durante a celebração de licitação pública para a contratação da empresa terceirizada Eletrotécnica Industrial e Naval do Brasil (Elinsa), encaminhou nesta segunda-feira (6) pedido de providências ao ministro de Minas e Energia, Carlos Eduardo de Souza Braga.

Além da matéria do Jornal do Dia, outros veículos também abordaram o tema, resultando em uma preocupação com a fragilidade do sistema elétrico, diante de possíveis fraudes. A licitação, realizada na modalidade de pregão eletrônico (nº 012/2015), foi orçada em mais de R$ 5 milhões, com o objetivo de contratar uma empresa terceirizada para atender à nova política de cortes de energia elétrica dos contribuintes inadimplentes, como consequência teria um aumento na arrecadação da companhia.

De acordo com as informações veiculadas pela mídia, o contrato firmado entre a CEA e a Elinsa foi realizado de forma irregular, pois não teria apresentado o Parecer de Capacidade Técnica averbado junto ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amapá (CREA/AP), requisito fundamental para a contratação com a administração pública.

“Caso essas informações sejam confirmadas, foram ignorados os princípios básicos que norteiam o processo de contratação com a administração pública”, afirmou o senador Capiberibe. O senador lembra, também, que durante o governo de Camilo Capiberibe, de 2011 a 2014, ele foi obrigado a firmar um empréstimo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de R$ 1,4 bilhão para federalizar a empresa e impedir que o povo do Amapá ficasse na escuridão. “Não podemos aceitar retrocessos, é preciso fiscalizar de forma rigorosa e exigir que a Companhia cumpra a Lei Complementar 131/2009, a Lei da Transparência”, ressaltou.

CEA - É notório da sociedade civil amapaense que a CEA convive com problemas de arrecadação provocados por ligações clandestinas, falhas na distribuição de energia e falta de fiscalização. “Não podemos negligenciar os fatos e fechar os olhos para a realidade. A situação é grave, principalmente porque recentemente as tarifas de energia elétrica foram reajustadas, e ainda assim, verificou-se uma queda na arrecadação da empresa”, destacou Capi.

Diante desse lamentável cenário e pensando numa correta administração pública, é que o senador pede providências urgentes por parte do Poder Executivo, no caso o Ministério de Minas e Energia. “É preciso averiguar as irregularidades ocorridas no processo licitatório de contratação da empresa Elinsa. E, mais, peço que o Ministério intensifique a fiscalização sobre o setor de energia elétrica do Amapá, evitando que se torne ainda mais frequente as faltas de energia em Macapá, que prejudica a população e o setor comercial”, finalizou o senador Capiberibe.


Foto: Abinoan SantiagoDo G1/AP
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Servidores da Funasa pedem apoio

Na tarde desta quinta-feira, 2, Augusta Picanço e Raimundo Leite, representando os servidores da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) no Amapá, participaram de reunião com o senador João Alberto Capiberibe (PSB) para pedir apoio à aprovação do Plano de Cargos e Salários que tramita desde dezembro de 2014 no Ministério da Saúde.

“Estamos nos mobilizando em todo o Brasil, pedindo apoio das nossas autoridades, para que lutem por nós em Brasília e o senador Capiberibe se prontificou em ajudar. E como ele é o líder da bancada do PSB, com toda certeza já podemos contar o apoio dos demais senadores do partido”, comentou Augusta Picanço.

Durante a reunião foi entregue ao senador uma cópia do projeto que trata do Plano de Cargos e Salários. Atualmente, o documento está no gabinete do ministro da Saúde, na Divisão de Atos Oficiais.

“Vou solicitar uma audiência com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, para verificar não somente essa demanda, mas também outras de interesse do Amapá e vamos mobilizar, além dos nossos parlamentares, companheiros outros Estados para conseguir êxito no pedido”, enfatizou o senador.

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Quarta, 01 Julho 2015 16:25

Doação de livros

O senador João Capiberibe enviou diferentes coleções editadas pelo Senado Federal, mais de 300 livros, para a biblioteca central da Universidade Federal do Amapá (Unifap). Capi já tinha enviados nos anos de 2012, 2013 e 2014 para a Universidade do Estado do Amapá (Ueap) as mesmas coleções e outros volumes que enriqueceram o arquivo de leitura.

“Esse acervo é de grande valia, por ter conteúdo histórico, geográfico, social, político e de alto teor literário. É uma honra continuar subsidiando aos alunos universitários do meu estado com tão rica bibliografia”, destacou Capiberibe.

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