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Itens filtrados por data: Abril 2014 - João Capiberibe

Preocupado com a gravidade da situação relativa às  sucessivas denúncias do Ministério Público do Estado do Amapá, acatadas pelo Tribunal de Justiça, envolvendo 21 deputados estaduais da Alap e empresários, o senador João Capiberibe enviou, nesta sexta-feira (30/5) um ofício a inúmeras autoridades, dentre elas a presidenta da República, Dilma Rousseff. O documento - que seguiu também para os ministros do STF e do STJ, além de todos os deputados federais e senadores - é um alerta sobre o esquema que criminoso transformou a Assembleia Legislativa do Amapá na principal fonte de corrupção do Estado.

Leia conteúdo do documento:

 

“Como autor da Lei da Transparência que, desde 2009, quando foi sancionada pela Presidência da República, se transformou em uma eficiente arma no combate a corrupção no país, me dirijo a V.Exa. para informá-la sobre a gravidade da situação relativa às  sucessivas denúncias do Ministério Público do Estado do Amapá, acatadas pelo Tribunal de Justiça do Amapá, envolvendo 21 deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Estado e empresários.

Desde a realização da Operação Mãos Limpas, deflagrada pela Polícia Federal, em setembro de 2010 - em que foram presos o então governador Pedro Paulo, o ex-governador Waldez Góes, o então presidente do Tribunal de Contas do Estado, Júlio Miranda, o ex-prefeito de Macapá e presidente da Federação de Futebol do Amapá, Roberto Góes, secretários estaduais, servidores públicos e empresários -, que o Ministério Público do Estado desencadeou um implacável combate a corrupção pública para desarticular uma organização criminosa que insiste em saquear os cofres públicos.

Em 2012, a Justiça acatou denúncia do Ministério Público contra os deputados estaduais Moisés Souza e Edinho Duarte, respectivamente presidente da Assembleia e 1º secretário da Mesa Diretora, afastando-os dos cargos por formação de quadrilha, fraude em licitação, peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro por comandarem um esquema criminoso que desviou mais de R$ 5 milhões.

Neste primeiro semestre de 2014, os deputados Moisés Souza e Edinho Duarte, que haviam retornado aos cargos por decisão monocrática do STF, foram novamente afastados por força de uma ação penal pelo desvio de mais de R$ 500 mil.

Vale informar que os parlamentares afastados respondem, ainda, a outras 12 ações penais pelos crimes de peculato, formação de quadrilha e fraude em licitações, resultado da Operação Eclésia, da Polícia Civil do Amapá, deflagrada em maio de 2012 pelo MPE.

Ainda neste semestre um imenso esquema de notas fiscais frias denunciados pelo MPE, levou a Justiça do Amapá a bloquear bens e contas bancárias de 21 dos 24 deputados estaduais do Estado.  

As investigações do MPE que resultaram no bloqueio, neste primeiro semestre de 2014, se referem à execução orçamentária de 2011.

São 100 mil indícios reunidos pelo Ministério Público, uma montanha de notas fiscais apresentadas pelos parlamentares para justificar despesas de todo tipo, sendo a maioria de notas falsificadas, segundo a denúncia do MPE, atendida pela Justiça.

Estima-se que em três anos os desvios tenham chegado a R$ 45 milhões, haja vista, que no ano de 2013, os 24 deputados estaduais gastaram R$ 17.476.847,77 milhões em diárias (tabela em anexo) em um Estado com apenas 16 municípios, enquanto o Senado Federal, com 81 senadores, gastou em diárias nacionais e internacionais R$ 1.249.143,50, conforme expressa o Portal da Transparência, com relatórios de prestações de contas detalhando os objetivos e os resultados das viagens oficiais dos parlamentares.

Mesmo depois da megaoperação Mãos Limpas, de 2010 - cujos inquéritos são de alçada do Superior Tribunal de Justiça, e da operação Eclésia, conduzida pelo Ministério Público Estadual, em que o Tribunal de Justiça do Amapá determinou busca e apreensão de documentos na sede da Assembleia Legislativa do Amapá -, parlamentares e servidores  continuaram a se locupletar dos recursos públicos, graças ao superfaturamento do orçamento e à certeza da impunidade.

O esquema criminoso, estancado no Poder Executivo a partir de 2011, transformou a Assembleia Legislativa do Amapá na principal fonte de corrupção do Estado.

Isso fica cristalino com a prisão, em novembro de 2013, do delegado de Polícia Federal Marcos José Reátegui de Souza, irmão do deputado estadual Moisés Reátegui Souza e ex-procurador-geral do Estado, na gestão do então governador Waldez Góes.

A prisão do delegado resultou de uma investigação de dois anos do Núcleo de Inteligência da Polícia Federal, que objetivou descobrir as relações com o empresário Luciano Marba Silva, dono da empresa LMS, preso no dia 23 de outubro de 2013, suspeito da prática de diversos crimes, segundo o MPE, inclusive a participação no assassinato de seu ex-sócio Fernando Queiroz e de ser laranja da LMS, que na verdade seria de propriedade dos irmãos Marcos e Moisés.

No inicio do mês corrente, o Ministério Público do Estado do Amapá deu entrada na Justiça de duas novas denúncias contra Luciano Marba Silva como autor ou co-autor de vários crimes, dentre os quais: corrupção ativa, corrupção passiva, extorsão, afastar interessados à licitação e formação de quadrilha.

As denúncias contra o sócio majoritário da empresa LMS – Vigilância e Segurança Privada Ltda., foram acatadas pela Justiça, que decretou a sua imediata prisão, mas Marba está foragido, sendo procurado pela Interpol.

Vale registrar ainda, que a Operação Citrus, a 24º da Polícia Federal desde 2004, realizada em novembro de 2013, prendeu a ex-prefeita de Laranjal do Jarí e presidente da Associação dos Municípios do Amapá, Euricélia Cardoso, o superintendente da Funasa, José Roberto Galvão, o ex-prefeito de Oiapoque, Aguinaldo Rocha e servidores públicos.

Além da Operação Citrus, a Polícia Federal realizou desde 2004 outras 23 operações e prendeu mais de 310 autoridades e servidores públicos. 

O alto grau de corrupção dos poderes públicos não é uma exclusividade do Amapá, mas, de fato, é grave.

Criou-se no Estado uma cultura muito forte de se misturar o público com o privado, e muitos se valem da impunidade em torno disso.

O Amapá, ao que parece já se acostumou a ser alvo de ações dos Ministérios Públicos e de operações das Polícias Civil e Federal.

A falta de conclusão do inquérito da maior de todas as operações da Polícia Federal, a Mãos Limpas, que prendeu os responsáveis pela corrupção nos três poderes do Amapá entre 2003 e 2010, talvez seja a força motriz para a continuidade da corrupção, agora alojada na Assembleia Legislativa.

Enquanto a conclusão do inquérito se arrasta na burocracia jurídica do país, os presos em todas as denúncias do MPF e MPE circulam livremente pelas avenidas e ruas largas do Amapá.

Não é assombração, mas é fácil se bater de frente com os mais “ilustres” presos, circulando pela calçada da orla do Rio Amazonas.

O objetivo desta carta é mostrar a V.Exa. que a corrupção se transformou em fato corriqueiro e banal no Amapá.

Na Assembleia Legislativa, por exemplo, o superfaturado orçamento incentiva a malversação dos recursos públicos e proporciona várias ilegalidades, como as constatadas pelo MPE e que ganharam a mídia nacional, através de reportagem do Fantástico neste mês corrente.

O superfaturamento do orçamento da Assembleia resultou no surgimento do movimento Reduza Já, que pleiteia a redução do orçamento da Assembleia em 50%, e conta com o apoio do PSB, PT, PSOL, PCdoB, OAB e outras entidades da sociedade civil.

O superfaturamento dos orçamentos dos legislativos não é um privilegio do Amapá. É recorrente em todas as Assembleias e acaba sendo um indutor a má utilização de recursos públicos.

No Amapá, a sociedade se mobiliza para que o orçamento da Assembleia reflita as necessidades de sua estatura.

Essa é a oportunidade de passar o Amapá a limpo. Nesse processo, é preciso contar com o apoio de todos os homens e mulheres de bem do país.

Ante o exposto, espero contar com o apoio de V.Exa. nesta luta que travo contra a corrupção no país e no Amapá, em particular, ao mesmo tempo em que renovo os protestos de estima e consideração.

Atenciosamente,

Senador João Capiberibe (PSB-AP)”

 

RANKING DE GASTOS COM DIÁRIAS EM 2013

ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO AMAPÁ

17.476.847,77

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

7.485.781,99

CÂMARA DOS DEPUTADOS

2.931.341,16

SENADO FEDERAL

1.249.143,50

SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA

485.437,95

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

461.978,73

 

 

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Na tarde desta quarta-feira 28/5, a parteira amapaense Maria Luíza Dias, em nome da Associação Central das Parteiras de Macapá,  recebeu o  Prêmio Dr. PINOTTI - Hospital Amigo da Mulher. O prêmio é concedido anualmente a cinco entidades, cujos trabalhos ou ações merecerem destaque na promoção de acesso e qualificação dos serviços de saúde da mulher.

O Prêmio foi entregue em cerimônia no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, na data em que se comemora o Dia Mundial de Combate à Mortalidade Materna, e consiste em diploma de menção honrosa assinado pelo Segundo-Secretário e pelo Presidente da Câmara dos Deputados.

Cada um dos membros do Congresso Nacional pode indicar uma entidade. Um Conselho formado por um representante de cada partido político com assento na Câmara dos Deputados faz a seleção dos premiados. Luíza foi indicada pelo senador Capi, com apoio da deputada Janete .

Parabéns, Luíza, pelo lindo ofício! Felizmente, a arte e o dom de partejar nunca cessaram em meio a imposição da medicina atual. No Amapá, esse saber milenar foi transformado em políticas públicas para a valorização à saúde da mulher e respeito à forma de parir.

A deputada federal Janete Capiberibe é a responsável pelo projeto "Parteiras Tradicionais do Amapá", entre 1995 a 2002, transformado em política pública pelo então governador João Capiberibe. A iniciativa foi abandonada pelos governos seguintes, mas foi retomada pela gestão de Camilo Capiberibe, no ano passado. Conforme os números da SIMS, ao todo são 1.240 as parteiras tradicionais no Amapá.

A escolha do nome do médico ginecologista e político brasileiro José Aristodemo Pinotti para simbolizar o Prêmio se justifica por sua atuação marcante em defesa da saúde da mulher.

Ausente ao evento por estar se submetendo a uma pequena cirurgia, o senador foi representado por Divanaide Ribeiro, secretária de Representação do Estado do Amapá em Brasília, que entregou o prêmio àquela que “é um anjo de mãos de luz dentro da floresta”, nas palavras da secretária.

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O senador João Capiberibe (PSB-AP), com base na Lei de Acesso a Informação (12.527/2011) e Lei da Transparência (131/2009), protocolou na tarde desta terça-feira, 27, requerimento junto a Assembleia Legislativa do Amapá (Alap), solicitando explicações quanto à prestação de contas das diárias pagas a cada deputado estadual e servidor da Casa de Leis correspondente ao ano de 2013 até o mês de abril de 2014, com cópias das portarias e relatórios de viagem individualizada.

Leia matéria do MZ Portal:

O requerimento do senador socialista também solicita que a Mesa Diretora da Alap explique os motivos pelo qual não foram disponibilizados em "tempo real", através de seu Portal da Transparência como determina a Lei 131/2009, a utilização dos mais de 17 milhões de reais (R$ 17.476.847,77) em dinheiro público pagos em diárias aos deputados e servidores.

Capiberibe também quer que os deputados expliquem a razão da enorme discrepância entre o valor gasto com diárias da Alepa, no ano de 2013, em comparação aos gastos com a mesma finalidade por outros poderes como a Presidência da República no valor de R$ 7.485.781,99; Senado Federal de R$ 1.249.143,50; Câmara dos Deputados de R$ 2.931.341,16; Superior Tribunal de Justiça (STJ) de R$ 485.437,95 e Supremo Tribunal Federal (STF) com gastos de R$ 461.978,73.

Vale ressaltar que o Ministério Público do Amapá (MP-AP) continua as investigações, quanto à suposta utilização fraudulenta, através de notas fiscais adulteradas, do dinheiro público pago em diárias pela ALAP, o que já ocasionou pedido da Justiça do Amapá para bloqueio de contas da maioria dos parlamentares.

 

protocolo

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Em pronunciamento no plenário do Senado Federal, João Capiberibe (PSB-AP) chamou atenção, nesta segunda-feira (26), para os elevados gastos dos parlamentos no Brasil e destacou a escandalosa situação da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap).

Capiberibe comparou os gastos de diárias feitos pela Alap, em 2013, com as rubricas semelhantes utilizadas na Câmara dos Deputados, na Presidência da República, no Superior Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça (veja tabela).

Em comparação com a Câmara dos Deputados - composta por 513 deputados que viajam por todo Brasil, mais seus 18 mil servidores -, os números são chocantes. A Alap, com apenas 24 deputados estaduais, chegou a gastar seis vezes mais em diárias de viagem, durante 2013.

Para o senador, a Assembleia Legislativa do Amapá atingiu um nível de gastos inadmissível, situação que requer mudanças drásticas.

Capiberibe exaltou o surgimento do movimento Reduza Já, que pleiteia a redução do orçamento da Assembleia em 50%, e  leu nota publicada pela OAB – AP  legitimando a manifestação do grupo e repudiando a malversação do dinheiro público na ALAP, visto que o MP já investiga a fraude na prestação das contas dessas diárias.

Ainda segundo as estatísticas que apresentou, os orçamentos das casas legislativas do Brasil deram um salto significativo nos últimos anos, atingindo, em 2013, um gasto total acima de R$ 20 bilhões.

“Essa má utilização de recursos públicos ocorre em todo o país, em todas as Assembleias Legislativas do país. Lá no Amapá a sociedade se mobiliza e vai tratar de colocar a limpo essa situação”,  afirmou Capiberibe.

Assista o discurso do senador na íntegra aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=cnww5TianX0&feature=youtu.be

                                                                   

RANKING DE GASTOS COM DIÁRIAS EM 2013

ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO AMAPÁ

17.476.847,77

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

7.485.781,99

CÂMARA DOS DEPUTADOS

2.931.341,16

SENADO FEDERAL

1.249.143,50

SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA

485.437,95

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

461.978,73

 

 

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Sexta, 23 Maio 2014 12:47

Vitória!

 A PEC 111/14, que regulariza a situação de servidores dos ex-territórios do Amapá e de Roraima, fazendo justiça a milhares de trabalhadores dos dois estados que poderão integrar o quadro funcional da União, foi aprovada nesta quarta (20/5/14), em plenário, e deve ser promulgada na próxima semana. Veja o pronunciamento do senador Capi durante a votação:


https://www.youtube.com/watch?v=44Uzna76N-A&feature=youtu.be

 

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Em 2013, os 24 deputados estaduais do estado gastaram 14 vezes mais com viagens oficiais do que os senadores da República. Leia matéria de Rodrigo Martins, da revista Carta Capital, publicada na manhã desta sexta-feira (23/5) em:  http://bit.ly/1gplBNI

 

Em 2013, a Assembleia Legislativa do Amapá, com apenas 24 deputados, gastou cerca de 17,4 milhões de reais com as chamadas “diárias”, despesas com alimentação, deslocamento urbano e hospedagem durante viagens oficiais. O valor é 14 vezes superior ao gasto do Senado com a mesma rubrica: 1,25 milhão de reais para seus 81 parlamentares e cerca de 9 mil servidores. A conta abusiva despertou a atenção do promotor Afonso Guimarães, que há tempos investiga desvios de recursos na Casa.

Deflagrada em 2012 pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, a Operação Eclésia identificou um rombo de 25 milhões de reais nas contas da Assembleia Legislativa. O escândalo levou ao afastamento dos deputados estaduais Moisés Souza (PSC) e Edinho Duarte (PP), à época presidente e primeiro-secretário da Casa, respectivamente. Mas a torneira da corrupção ainda parece aberta.

“Esses 25 milhões foram gastos em serviços inexistentes, como consultorias fictícias e aluguel de carros. Também na compra de produtos nunca entregues, como milhões de litros de combustível. Havia uma imensa quantidade de notas frias para justificar esses pagamentos”, comenta Guimarães, que desde dezembro do ano passado anda com escolta armada e carro blindado, após sofrer ameaças de morte. “Agora, voltamos o foco da investigação para as despesas dos deputados, que tiveram um crescimento espantoso, e estão absolutamente fora da realidade.”

Não é exagero. Em 2011, quando o promotor começou a investigar o caso, a Assembleia Legislativa gastou pouco mais de 4 milhões de reais em pagamento de diárias aos parlamentares. Em apenas dois anos, a cifra mais do que quadruplicou, atingindo o impressionante valor de 17.476.847,77 reais em 2013. Em decorrência das suspeitas de corrupção, 21 dos 24 deputados do Amapá tiveram os seus bens bloqueados pela Justiça.

“É surreal. Enquanto a Assembleia Legislativa dispõe de um orçamento de 156 milhões de reais, a prefeitura de Santana, a segunda cidade mais populosa do Amapá, com 108 mil habitantes, tem 120 milhões para fazer tudo que está ao seu alcance, cuidar das escolas, dos hospitais, da limpeza urbana”, comenta o senador João Capiberibe, pai do governador Camilo Capiberibe, ambos do PSB. “É uma situação muito delicada, porque o parlamento estipula seus próprios gastos e o governador é obrigado a bancar as despesas.”

O senador reconhece que o escândalo atinge todos os partidos representados na Assembleia Legislativa. “Chegamos a denunciar um colega, o deputado Aguinaldo Baliero, ao comitê de ética do PSB. Haverá uma sindicância para avaliar se houve quebra do decoro parlamentar”, afirma. Capiberibe participa de uma campanha para reduzir o orçamento do parlamento amapaense pela metade. O movimento “Reduza Já”, iniciado por quarto partidos (PSB, PT, PSOL, PCdoB, além da Rede), mobilizou a sociedade civil num abaixo-assinado e planeja um grande ato na próxima sexta-feira 23.

Com o valor economizado, o grupo estima que seria possível empenhar 30 milhões de reais na compra de medicamentos e insumos para a saúde pública. Também seria possível concluir as obras do Hospital Metropolitano, paralisadas há mais de 10 anos, por meio de um repasse de 15 milhões à prefeitura de Macapá. Restariam ainda 33 milhões de reais para melhorar a pavimentação das vias urbanas e investir em outras obras de infraestrutura.

CartaCapital não conseguiu localizar o deputado Júnior Favacho, atual presidente da Assembleia Legislativa. De acordo com o diretor do Departamento de Comunicação da Casa, Cléber Barbosa, o parlamentar estava em viagem e não poderia atender ao pedido de entrevista. Barbosa informou, porém, que o orçamento do Legislativo estadual permaneceu congelado nos exercícios de 2012 e 2013 na casa dos 153 milhões de reais. Para 2014, houve um corte de 28 milhões. Pelo acordo firmado com o governo estadual, diz o assessor, o valor deveria ser aplicado no Hospital Metropolitano.

Barbosa argumenta ainda ser injusto comparar despesas de viagens da Assembleia Legislativa com as do Senado. “Os deputados estaduais não têm cotas de passagens aéreas para usar ao longo do mês nem outros benefícios que os senadores têm. Por isso, o gasto é maior, e entra na contabilidade de cada gabinete”.

Capiberibe lembra, porém, que os deputados do Amapá têm direito a verbas indenizatórias, para cobrir gastos com passagens, hospedagens, aluguel de carros, entre outras despesas. “Eles tinham direito a 100 mil reais por mês e, após as denúncias, foram forçados a reduzir essas verbas para 50 mil e, depois, 32 mil mensais. Para compensar essa perda, elevaram os gastos com diárias. Mas elas só deveriam ser usadas no caso de viagens a serviço da Assembleia, e não do mandato”, afirma. “Também desconheço esse acordo para injetar dinheiro no Hospital Metropolitano, até porque ele é administrado pela prefeitura da capital, e não pelo estado.”

 

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Sexta, 23 Maio 2014 12:13

É hoje: #ReduzaJá!

O ato do Movimento #ReduzaJá será hoje, sexta-feira (23/5), às 16h, em frente à Assembleia Legislativa do Amapá! Junte-se ao movimento que pede a redução do orçamento da ALAP de R$ 156 milhões para R$ 78 milhões! Vamos lá, Amapá! Estamos juntos nessa luta!

 

 

 

 

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A Comissão de Direitos Humanos no Senado responsabilizou o Estado na morte do coronel Malhães. Ouça aqui a entrevista do senador Capi, na manhã de quinta-feira (22/5), sobre o relatório que conclui que houve negligência quanto à proteção do coronel: http://bit.ly/1vMvrh1

 

Da Agência Senado:

Relatório aprovado na quarta-feira (21) pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), sobre diligência no Rio de Janeiro para acompanhar as investigações relacionadas à morte do coronel Paulo Malhães, aponta a responsabilidade do Estado brasileiro no caso. Para os senadores, houve negligência em relação à proteção do coronel.

Malhães, de 77 anos, morreu em 24 de abril durante um assalto no sítio onde morava, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Um mês antes, ele admitiu à Comissão Nacional da Verdade ter participado de torturas e ações para desaparecimento de presos políticos durante a ditadura militar, entre eles, do ex-deputado Rubens Paiva.

Em diligência realizada no dia 6 de maio, a presidente da comissão, senadora Ana Rita (PT-ES), e os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e João Capiberibe (PSB-AP) conversaram com o caseiro Rogério Pires, que negou envolvimento no crime. Na versão da Polícia Civil, o caseiro confessou a participação no latrocínio (roubo seguido de morte), no sítio de Malhães.

De acordo com o relatório, não há elementos suficientes para afastar a hipótese de assassinato diretamente relacionado ao passado de torturador do militar e às suas revelações à Comissão da Verdade. Na análise do caso, Ana Rita afirma que a morte do coronel “lança medo e praticamente inviabiliza” revelações que poderiam vir a ser feitas por outros torturadores.

O texto aprovado faz oito recomendações, entre as quais proteção para a mulher da vítima, Cristina Malhães, e para Rogério Pires, preso pela Polícia Civil fluminense. A comissão também solicita cópia do inquérito policial, com o laudo pericial da causa da morte do coronel, ainda que mediante sigilo.

Os senadores questionam o foco da investigação da Polícia Civil estar em latrocínio, sem empenho na busca de possíveis relações do caso com o passado da vítima. Causa estranheza, por exemplo, segundo o relatório, o fato de a Polícia Militar ter chegado ao sítio de Malhães dez horas depois de ter sido acionada pela esposa do coronel.

Os parlamentares pedem a indicação de membros do Ministério Público para acompanhar o caso e afirmam que a CDH continuará seguindo as investigações.

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Durante encontro realizado no último sábado (17), na sede do partido em Macapá, a executiva estadual emitiu nota pública, denunciado a ação de uma organização criminosa que, de acordo com o partido, institucionalizou a corrupção no Amapá durante a gestão do ex-governador Waldez Góes (PDT).

Leia a nota:

 

 

Leia matéria publicada pelo Brasil 247:

A exemplo do Ministério Público do Estado, que recentemente chamou a imprensa para responder aos ataques que vinha sofrendo, o Partido Socialista Brasileira (PSB), através da executiva estadual, também decidiu reagir, respondendo aos adversários políticos do governador Camilo Capiberibe(PSB)

Durante encontro realizado no último sábado (17), na sede do partido em Macapá, a executiva estadual emitiu nota pública, denunciado a ação de uma organização criminosa que, de acordo com o partido, institucionalizou a corrupção no Amapá durante a gestão do ex-governador Waldez Góes (PDT).

Essa organização, diz o PSB, começou a ser desmontada durante a Operação Mãos Limpas, realizada pela Policia Federal em 2010, e após 2011 com a posse do governador Camilo, através de instituições como a Delegacia Geral de Polícia, o Ministério Público e o Poder Judiciário.

Para os socialistas isso representa o rompimento da chamada “Harmonia” que teve com o grande líder o senador José Sarney (PMDB) e o desmonte no esquema encastelado no contrato de vigilância da Secretaria de Estado da educação (Seed). O PSB afirma ainda que existe por parte dos criminosos a tentativa de promover a inversão dos fatos massificando mentiras repetidas diversas vezes.

Na nota o partido presta ainda solidariedade a primeira dama do estado e secretária de inclusão e mobilização social, Claudia Camargo Capiberibe, vitima de calunia, injuria e difamação por parte da organização criminosa.

 

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Mais de mil militantes socialistas e de outras legendas de esquerda compareceram à plenária do PSB, no último sábado (17),  que lançou uma campanha popular para cortar o orçamento da Assembleia Legislativa do Amapá pela metade. Segundo o presidente regional do PSB, senador João Capiberibe, o dinheiro que sobra na Alap deve ser canalizado à construção de hospitais e outras obras fundamentais para melhorar a vida da população amapaense.

 

Leia matéria do MZ Portal

http://mzportal.com.br/noticia/7811/

Com a participação de lideranças do PT, PCdoB, Rede e Psol, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) realizou neste sábado, 17, uma plenária partidária aberta à população para lançar uma campanha de rua que tem como objetivo baixar o orçamento da Assembleia Legislativa do Estado ainda neste ano.

Inicialmente foram exibidas as matérias jornalísticas sobre o caso Marba. E foi lida uma nota do partido sobre o episódio.

Segundo o presidente regional do PSB, senador João Capiberibe, o dinheiro que sobra na Alap, cuja prestação de contas dos deputados foi investigada pelo Ministério Público do Estado (MPE), que encontrou várias ilegalidades e que ganhou a mídia nacional através de uma reportagem do Fantástico, deve ser canalizado à construção de hospitais e outras obras fundamentais para melhorar a vida da população amapaense.

 

Capiberibe disse ainda que é necessária uma mobilização de toda a sociedade para vencer a bandidagem no Estado. Fez duras críticas a alguns veículos de comunicação que dariam voz a bandido em detrimento de autoridades legitimamente eleitas pelo povo. O senador estava se referindo à cobertura dada pela imprensa à coletiva do empresário Luciano Marba, acusado de ser o chefe de uma organização criminosa, e ao esvaziamento da entrevista do senador Randolfe Rodrigues marcada para o mesmo horário.

Todos os representantes partidários se pronunciaram a favor da redução do orçamento da Assembleia e da união da esquerda nessa causa, que, segundo eles, diz respeito a toda a sociedade amapaense.

O representante do Psol, Waldir Ribeiro, destacou que "essa turma que ataca o Governo do Estado é a mesma que tenta atrapalhar a Prefeitura de Macapá".

Defendendo a primeira-dama do Estado, Cláudia Camargo Capiberibe, o senador socialista disse que esse recurso vil, de tentar vincular uma autoridade do governo a um ilícito praticado por bandidos, já teria sido usado contra ele e, na Justiça, ele provou que tudo não passava de uma armação dos criminosos.

Cláudia falou que ela virou alvo da organização criminosa porque é a pessoa mais próxima do governador do Estado. Disse que tem como prática o distanciamento dessas rotinas administrativas ligadas à contratação de serviços. Cláudia foi enfática em afirmar que jamais atendeu qualquer empresário que tenha contratos ou que esteja participando de processos licitatórios coma a secretaria sob a sua responsabilidade.

A esposa do governador afirmou que tem como referência de primeira-dama a deputada Janete Capiberibe e foi contundente: "Minha escola de primeira-dama é a da deputada Janete Capiberibe, se em outro momento a figura da primeira-dama foi motivo de vergonha ao povo do Amapá, isso não ocorrerá comigo", argumentou. Para um bom entendedor, meia palavra basta.

A primeira-dama disse ainda que a oposição não entende a forma de fazer política do PSB. "Aqui ninguém é empresário, muito menos dono de empresa de comunicação. Lutamos pelo interesse coletivo", disparou.

Na fala de Camilo Capiberibe, ele revelou detalhes da operação posta em movimento pela organização criminosa que fraudava licitações no Amapá.

Segundo o governador, após a vinda da equipe de reportagem do Fantástico ao Estado, os criminosos teriam produzido a tal carta caluniosa assinada pelo ex-servidor Bruno envolvendo a primeira-dama no episódio e enviaram-na ao programa dominical da Globo. Com a repercussão nacional do "escândalo", eles chamariam uma coletiva de imprensa e começariam uma campanha pelo impeachment do governador Camilo. Tudo daria certo se a produção do Fantástico não tivesse percebido que a carta, na verdade, se tratava de um estratagema dos criminosos para angariar vantagens políticas. E foi aí que a casa caiu.

Camilo analisou essa armação criminosa como um indicador do medo da oposição em enfrentá-lo nas urnas nas eleições que se aproximam. Ele ainda defendeu a redução do orçamento da Alap e a destinação desses recursos em obras e serviços que melhorem a vida da população. Finalmente, parabenizou todos os partidos de esquerda que já se uniram a essa causa.

A coleta de assinaturas para os projetos de lei necessários à redução do orçamento da Alap começou no próprio evento, e continuará na sede dos partidos que participaram do encontro e em outros locais que ainda serão divulgados.

 

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