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O senador João Capiberibe (PSB) solicitou na tarde desta quinta-feira, 29, à Polícia Federal (PF) que investigue a publicação na internet de uma notícia falsa, a chamada "fake news", onde tenta atribuir ao senador socialista um possível "ataque político aos servidores da transposição".

Capiberibe disse que não será tolerado qualquer tipo de desinformação no sentido de tentar enganar à população. "Não se pode tolerar a calúnia e a difamação, para os mentirosos os rigores da Lei. Os autores e repetidores, ou seja, quem compartilha essa mentira serão investigados para que se conheça a origem dos covardes que se escondem atrás de mentiras e que eles e seus colaboradores respondam pelo crime que cometem", enfatizou.

A notícia falsa surge após completar uma semana do lançamento da pré-candidatura de Capiberibe ao Governo do Amapá. "Nos anos que governou o Amapá, o PSB sempre garantiu salários em dia e reajustes acima da inflação para todos os servidores do Estado e vamos continuar lutando em prol do melhoramento das condições de trabalho e valorização do funcionalismo público", afirmou.

Fake news é crime

A produção de notícias falsas pode ser tipificada como crimes contra a honra, tais como: calúnia, injúria e/ou difamação. Se condenada, a pessoa responsável pela fake news e mesmo aquele que reproduz pode ter decretada a prisão por no mínimo 6 meses a 1 ano, nos termos das leis vigentes.

Então, sim, nós vamos”, foram com essas palavras que o senador João Capiberibe iniciou sua fala no evento ocorrido na noite desta sexta-feira, 23, na sede do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e diante da militância e simpatizantes do partido anunciou sua pré-candidatura ao Governo do Amapá. A reuniu ocorreu em virtude de que nos últimos 15 dias foram realizadas consultas abertas, reais e virtuais, para que a população dissesse qual caminho ele deveria seguir nas eleições deste ano.

“Quando nos reunimos e foi sugerida a consulta, acertamos um compromisso de que qualquer que fosse o resultado nós acataríamos. Mas, vamos juntos. Essa decisão não é minha, é nossa e agora vamos construir uma candidatura, tendo como base o coletivo e a reconstrução desse Estado. Vamos criar uma nova política, que aproxima o cidadão do poder público e ser exemplo para o Brasil. Agora, não posso pedir que vocês continuem acreditando nos políticos, mas posso pedir que cada um e cada uma acredite em sim mesmo e no seu poder de transformação, porque só é possível reconstruir esse Estado com a união de todos”.

Deputada federal Janete, que participou do evento que ocorreu na sede do PSB, no Laguinho, disse que segunda ou terça-feira desta semana, a Câmara Federal deverá votar e aprovar a Lei da Gestão Compartilhada que vai se juntar a Lei da Transparência. “Então teremos dois instrumentos de combate à corrupção. Por tudo isso, o PSB nacional quer que Capi continue no Senado Federal, mas as consultas populares mostraram um outro caminho. A população está sem políticas públicas, abandonada. Seus direitos básicos, como cidadãos foram tirados. Então, Capi não podia fugir deste desafio”, pontou Janete.

O Secretário estadual da Juventude do PT, Jadroelson Oliveira, lembrou que quando o PT precisou do PSB no apoio a Lula, na luta pela democracia, Capi e Janete estavam lá. “Por isso, não posso me furtar de defender do que eu acho certo, que é eleger Capi governador do Amapá”, declarou.

Ex-governador Camilo destacou que o atual governo congelou reajuste salarial, demitiu vigilantes, sucateou nossas escolas, acabou com o Renda para Viver Melhor e desmentiu os boatos feitos na imprensa de que o PSB poderia sentar à mesa com o PDT. “Isso é possível. Esse governante massacrou a população desse Estado. Não podemos apoiar quem está do lado do Temer, que está prejudicando milhões de brasileiros. E nesse contexto foi que surgiu a necessidade de se fazer uma consulta para ouvir o povo. E o povo disse que quer Capi governador. Querem isolar o PSB, mas o PSB jamais ficará sozinho porque tem o apoio da população”.

O vice-prefeito de Santana, Neném do Frango (PV) afirmou que Santana não tem recurso e nem apoio do governo. “Para desenvolver nosso município tem que ter parceiro, por isso o melhor nome é Capi”.

A partir da confirmação da pré-candidatura de Capiberibe, o partido ficou de realizar reuniões com os núcleos de base e todos os segmentos da sociedade para estabelecer metas e dar início a um plano de governo, onde a sociedade possa ter participação ativa por meio da Gestão Compartilhada.

Senador João Capiberibe se posicionou no plenário do Senado contrário ao PLS 626/2011 que permite o cultivo de cana-de-açúcar na Amazônia Legal. “ Esse projeto é impreciso, por isso que tramitou em várias comissões sem correção. No meu Estado, o segundo item da pauta de exportação é o açaí. Convenhamos, que entre adensar os açaizais - isso sim é sustentável - e cultivar cana, eu não tenho a menor dúvida de que adensar os açaizais do ponto de vista econômico, social e ambiental é o que se recomenda para a Região”.

Na opinião do senador, “há uma série de razões que fazem com que esse projeto pareça mais, no dia de hoje uma provocação, do que uma contribuição à economia brasileira”.

Ele ainda acrescentou: "Do alto de minhas experiências como gestor público, como defensor da minha região, defendo a preservação com desenvolvimento econômico. E temos como nos desenvolver sem ter de introduzir uma espécie tão distante das condições climáticas da Amazônia. Entre cultivar cana e adensar os castanhais da Amazônia, vamos fazer uma outra agricultura. Essa agricultura tradicional, que atravessou o Atlântico, só existe até hoje por causa do colonialismo ecológico".

O plenário do Senado vai voltar a discutir o projeto na semana que vem.

 Assista à íntegra da fala do senador aqui:

 

 

Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado

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