Artigos - João Capiberibe

O senador João Capiberibe (PSB-AP) disse que há algo muito errado com o Brasil, porque o país tem a sexta maior economia do mundo, mas a maioria dos brasileiros vive sem esgoto e sem água tratada. Ele fez essa advertência ao informar que o Brasil ocupa a posição de número 110 numa pesquisa sobre saneamento básico feita em 199 países. Leia na íntegra matéria da Agência Senado:

Segundo o senador, o Amapá é um dos estados com pior oferta de serviços de saneamento. Na capital, Macapá, apenas 1% das residências tem esgotamento sanitário.

João Capiberibe atribui essa situação a desvios de verbas públicas. Ele afirmou que apenas o Tribunal de Contas do Estado, órgão criado para fiscalizar o aplicação do dinheiro público, é responsável por um desvio de R$ 500 milhões. Esse dinheiro daria para construir a rede de esgoto em Macapá, afirmou o senador.

- E a Polícia Federal acusa o Executivo de 2003 a 2010 de ter desviado 2 bilhões de reais. Aí está o dinheiro do saneamento básico. Tem segredo? Não tem. Este país é a sexta economia do mundo, no entanto, vivemos esta trágica realidade onde milhões de brasileiros vivem sem energia elétrica, sem esgotamento sanitário e sem água tratada.

João Capiberibe informou que, na próxima sexta-feira (21), o governador do Amapá, Camilo Capiberibe vai entregar o sistema de tratamento de água de Santana, cidade de 100 mil habitantes, onde a água encanada atendia somente a cerca de 30% da população.

 

Da Agência Senado

 

 

Na manhã desta quarta-feira (19/3), o senador João Capiberibe (PSB-AP) recebeu representantes da Petrobras em seu gabinete. Eles vieram esclarecer a presença de 25 balsas da empresa na bacia dos rios Tapauá e Cuniuá. O tema havia pautado o pronunciamento do senador em plenário na semana passada, que questionou a presença de dessas balsas com equipamentos de prospecção mineral nas proximidades da Terra Indígena Manissuã, de acordo com denúncias recebidas.

Marques Cavalcante, José Eduardo Barrocas, Mauro Marques (gerentes responsáveis pelas unidades operacionais na Amazônia) e Ivani Aguião Arlindo (Coordenadora de Relacionamento com o Senado) alegaram que não há atividade exploratória ocorrendo na área do rio Tapauá, sendo ela apenas rota de passagem de balsas para a área onde a empresa mantém suas atividades de perfuração do poço terrestre, na unidade de Urucu, há 400 km das terras indígenas, sem que haja possibilidade de impactá-los.

Para o senador Capi, ainda que tramitar pelo rio como via de acesso seja regular, a empresa deveria adotar como norma a comunicação com antecedência da passagem dessas balsas à comunidade indígena local. “Quando temos de passar dentro da propriedade de alguém, seja quem for, é nossa a obrigação de comunicar aos proprietários. Não gostaria que ninguém passasse pelo quintal de minha casa sem me avisar, ainda que haja um amparo para essa passagem. Não é educado. A Petrobras precisa adotar essa medida”, enfatizou o senador.

Os representantes da Petrobras concordaram que a falta de comunicação gerou temor na comunidade que a empresa deverá a partir de agora anunciar suas passagens no entorno das terras indígenas. E convidaram o senador a visitar a base de Urucu.

Durante o encontro o senador Capi também enfatizou a importância em investir em fontes de energia “limpas” como a eólica e solar.

 

 

 

 

 

João Capiberibe, bem como vários senadores, entraram na defesa dos direitos dos Soldados da Borracha.  Desde o ano de 2002 que milhares de soldados da borracha aguardam a votação da PEC 556. Muitos já morreram ao longo desse tempo.  Nos últimos anos vários direitos previstos por essa proposta foram eliminados. Em dezembro de 2013 caravanas de Soldados da Borracha, familiares e seringueiros do Estado de Rondônia e diretores dos sindicatos (SINDSBOR E SIACRE) ocuparam os corredores e a plenária da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. A nova proposta deve ser votada na próxima semana, no Senado Federal, que é de R$ R$ 3.789,00 e compensação de R$ 25.000,00

"Nesse dia estará nas mãos de cada senador a responsabilidade em votar um direito esperado há anos pelos velhos combatentes que um dia foram motivo de orgulho para a nação sendo a força motriz de um projeto político de esforço de guerra nos anos 40 e que hoje estão esquecidos pela história e apagados da memória da nação" , diz o site da categoria.

Você conhece a história dos Soldados da Borracha? Saiba mais aqui: http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/a_heroica_e_desprezada_batalha_da_borracha.html

Visite também a página oficial dos Soldados da Borracha: http://www.soldadodaborracha.com.br

Foto do Correio Brasiliense: http://www2.correiobraziliense.com.br/soldadosdaborracha/images/sd1g.jpg

 


 Enfrentar José Sarney, no Amapá ou no Maranhão, não é um desafio de pouca monta. Leia na íntegra artigo de João Capiberibe:

 

capi 2014É bom lembrar, quem foi rei nunca perde a  majestade. Governador, presidente da república por cinco anos, presidente do Senado algumas vezes, funções que lhe permitiram nomear muita gente, com ou sem mérito, por ato republicano ou secreto. Resumo da opera: o "home" é poderoso. Logo, no confronto, as chances de sucesso são remotas e os riscos elevadíssimos. Por essas poucas e contundentes razões, raros são os que ousam bater de frente com o dito cujo. Mas, em tempo de maior transparência e fiscalização nem tudo são flores para seus comandados. Vira e mexe alguns deles dão  com os costados atrás das grades da PF, como vimos quando da operação Mãos Limpas e ultimamente com outra operação que prendeu o superintendente da FUNASA, um ex-prefeito e uma ex-prefeita de municípios do Amapá.
 

A mão pesada de Sarney
 
Eu e Janete fomos eleitos em 2002. Ela, a mais votada para a Câmara Federal, eu, com a votação que obtive, fiquei com a segunda vaga de senador. Sarney, achando que eu poderia lhe causar embaraço acionou seus comandados que, do nada, inventaram uma história mirabolante. Compraram duas testemunhas para nos acusar de lhes ter comprado os votos por 26 reais cada, pagos em duas parcelas. No TRE do Amapá, tal absurdo não prosperou, mas no terreno minado de Brasília, numa velocidade de fórmula um, o TSE pimba! Cassou nossos mandatos. Recorremos ao STF. Nesse ínterim, fui procurado por um figurão da República - cujo nome me reservo o direito de não revelar, pelo menos agora - com uma proposta redentora. Disse-me que Sarney estava aberto ao entendimento, disposto a fumar o cachimbo da paz e ajudar a preservar nossos mandatos. Depois de lhe dizer que de minha parte não havia qualquer desavença pessoal, que nossas divergências eram políticas, perguntei-lhe o que deveria fazer para merecer seus préstimos. Com singeleza e candura, adiantou-me o emissário que Sarney estimaria muitíssimo que eu passasse a integrar sua trupe no Senado.

 

Confesso que fiquei meio entalado, tratei de respirar fundo, contei até três antes de dizer qualquer coisa. Refeito do susto, expliquei-lhe calmamente que, enquanto Sarney presidia a ARENA, partido de sustentação da ditadura civil-militar, eu e Janete estávamos na trincheira da resistência pela democracia, e que se tivéssemos que escolher entre nossos mandatos e nossas biografias, a decisão já estava tomada.
Uma semana depois eu e Janete reunimos com os filhos para lhes comunicar que seríamos cassados, o que finalmente aconteceu alguns meses depois dessa nossa conversa. 

 

Os anos 2.000 foram se passando e a credibilidade do Amapá foi se esvaindo por conta da má gestão e do desvio de vultosas somas dos cofres públicos até chegar ao fundo poço, em setembro de 2010, com a Operação Mãos Limpas, da Polícia Federal. Mais de uma dezena de autoridades, entre elas, um ex-governador e o seu sucessor, foram presas.

Em resposta aos desmandos, o eleitorado do Amapá decidiu tirá-los definitivamente do poder estadual pelo voto elegendo para o governo do Estado o jovem Camilo Capiberibe.

Infelizmente, é necessário citar esses lamentáveis episódios que infelicitaram o Amapá por oito anos para que possamos entender o atual momento.

Para recuperar a credibilidade, a confiança, a dignidade e o orgulho de ser amapaense, o governador Camilo trabalhou durante dois anos com austeridade e resignação.

Porém, vale lembrar que as mudanças não acontecem sem traumas!

Para reconquistar a confiança junto às autoridades da União, o governador Camilo teve que arrumar a casa contrariando interesses, utilizando a arma a seu alcance: a austeridade.

Uma luta díficil.

Foi preciso vencer centenas de prestações de contas inadimplentes deixadas por aqueles que ocuparam o governo por oito anos e pela desconfiança que esse fato gerou nas autoridades federais.

Agora, o governador atravessa uma fase em que os beneficiados por sua ação ainda não entenderam o momento presente e aqueles que tiveram seus interesses contrariados estão irados. Irados por que não mais podem se locupletar do erário público.

A austeridade venceu a desconfiança.

A prova disso é a liberação de R$ 2,8 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Amapá, a título de empréstimo. O valor total do empréstimo é igual ao montante que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) arrecadou no último leilão de petróleo e gás.

O financiamento do BNDES vai alçar o Estado a uma melhor condição econômica e desenvolvimentista de sua história. A credibilidade, a confiança, a dignidade e o orgulho de ser amapaense foram recuperados pelo governador Camilo. É a devolução ao povo do Amapá do dinheiro que foi desviado dos cofres públicos.

A autoestima do amapaense está em alta e vai crescer com a aplicação desses recursos em obras de médio e grande porte: infraestrutura rodoviária, educação, saúde, energia, segurança pública, saneamento básico, habitação, cultura, assistência social e erradicação da pobreza.

Os recursos liberados pelo governo da presidente Dilma Rousseff representam o resgate da credibilidade do Amapá perante a Nação.

É o maior volume de recursos já emprestado a uma unidade da Federação, fato que demonstra o respeito e o respaldo que o Governo do Amapá, antes desacreditado, reconquistou junto à União.

Dobramos mais uma página triste da nossa história. Voltamos a ter orgulho de ser amapaense.

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